sexta-feira, 14 de março de 2008

um Banquete...



Estava tudo pronto, naquela noite. Os lugares, os preparativos, os ingredientes, tudo, estava tudo preparado. O Anfitrião estava à espera. Tinha feito os convites, ninguém ficava de fora. Era um Banquete, uma festa de uma Aliança, uma Aliança que era o acontecimento mais importante da história. Uma Aliança Eterna.


Durante séculos, o Anfitrião estivera a preparar o Banquete: foi segredando nos corações das pessoas que tinha um Banquete preparado para elas… Foi-lhes ensinando a linguagem e a música desse Banquete, a linguagem de todos os banquetes que é a linguagem do Amor e da Comunhão. Sim, esse seria o Banquete da Nova Aliança, a Aliança do Amor, a Aliança que nunca se poderá romper, que nunca acabará, porque o Amor não morre…


Até que um dia, sim, no dia daquela Páscoa, tudo ficou pronto. Os convidados começaram a chegar, convidados sem fim, uma multidão de todos os povos, línguas e nações, todas as pessoas; ninguém ficou de fora desse Banquete, dessa Aliança. E, à frente de todos eles, de toda a Humanidade, vinha um homem… Sim, um homem: era ele o Anfitrião desse Banquete. Ele inaugurou a Festa, a Festa onde todos têm lugar, onde todos falam a linguagem do Amor, onde todos dançam a música da Comunhão. E a Festa começou…


Conheci esse Homem: o seu Rosto era belo, o seu Coração era verdadeiro e fiel. Falou-me um dia dessa Festa, onde há um lugar reservado para mim, um lugar único e original, tal como há lugares para todos os meus irmãos. Acreditei nele. Vi que era verdade. E fiquei com ele. Quero aprender a linguagem e a música deste Banquete. E quero proclamá-la, e cantá-la, sempre.



boa Páscoa! boa Passagem...
Rui Pedro

2 comentários:

Anónimo disse...

Obrigada Rui e Cesar por tudo :)

A carta estava........ nem tenho palavras para a descrever, um so adjectivo nao chega, mas MARAVILHOSA é um dos adjectivos possiveis...

Boa Páscoa para Todos :)

Bjooo****

anawîm disse...

Olá... passo por aqui para deixar um Abraço Pascal, e deixo também um pequeno e delicioso poema do Daniel Faria sobre o Zaqueu:

"A árvore foi a forma de te ver
E desci para abrir a casa.
De me teres visitado e avistado
Entre os ramos
Fizeste-me passagem
Da folha ao voo do pássaro
Do sol à doçura do fruto.
Para me encontrares me deste
A pequenez."